Série: Mistérios do Folclore Brasileiro Capítulo 1 – O Barco A manhã estava tranquila na Vila das Árvores. O sol brilhava entre as folhas. Os passarinhos cantavam. E o rio corria devagar, como fazia todos os dias. Corujinha estava em seu escritório quando ouviu alguém bater na porta. — Detetive Corujinha! Era o Coelho Carteiro. Ele entrou apressado. — Você precisa vir comigo! Corujinha pegou sua lupa. — O que aconteceu? — Tem um barco no rio. Corujinha olhou pela janela. — E isso é um problema? — É que ontem ele estava do outro lado! Corujinha ficou curioso. Os dois caminharam até a margem. Realmente havia um pequeno barco de madeira preso perto das árvores. Corujinha examinou o barco. Não havia motor. Não havia remos. E não havia ninguém por perto. — Quem é o dono? — perguntou. O Coelho balançou a cabeça. — Ninguém sabe. Corujinha olhou para a água. — Então temos um mistério. Ele pegou seu caderno. Na primeira página, escreveu: Caso número 6: O barco que voltou sozinho. Mas havia algo...
Série: Mistérios do Folclore Brasileiro Capítulo 1 – A Canção que Surgiu ao Amanhecer Na Vila das Árvores, o dia havia começado como qualquer outro. Os pássaros cantavam, o vento balançava as folhas e o riacho que passava perto da floresta corria tranquilo entre as pedras. Mas, naquela manhã, algo diferente aconteceu. Um som muito bonito começou a ecoar pelo vale. Era uma melodia suave. Parecia uma canção. Quem a ouvia parava por alguns instantes, tentando descobrir de onde vinha. Os esquilos largavam as pinhas. Os coelhos levantavam as orelhas. Até as borboletas pareciam voar mais devagar. — Que música linda... — comentou Dona Capivara. — Nunca ouvi nada parecido! — respondeu o Tucano. No entanto, havia um detalhe estranho. Ninguém conseguia encontrar quem estava cantando. Quando seguiam o som, ele parecia mudar de lugar. Ora vinha da margem do rio. Ora surgia entre as árvores. Ora parecia vir do outro lado da água. Naquela tarde, alguns pescadores da vila voltaram mais cedo para casa...