Depois de resolver seu primeiro caso, Corujinha já era conhecido como o jovem detetive mais observador da Vila das Árvores. Numa manhã de primavera, alguém bateu à porta do seu pequeno escritório. Era o simpático Seu Zé, um castor muito organizado. — Corujinha, preciso da sua ajuda! Minha chave desapareceu. Procurei em toda a casa e não consigo encontrá-la. Corujinha pegou seu chapéu de detetive, sua lupa e um pequeno caderno de anotações. — Toda investigação começa com uma boa observação. Primeiro, ele fez algumas perguntas. — Quando você viu a chave pela última vez? — Ontem à tarde, quando voltei do mercado. — Quem esteve na casa depois disso? Seu Zé respondeu que havia recebido alguns amigos, o carteiro e o jardineiro. Todos eram pessoas honestas. Corujinha decidiu não tirar conclusões precipitadas. Ele examinou cuidadosamente cada cômodo da casa. Olhou debaixo do sofá. Atrás das cortinas. Dentro das gavetas. No jardim. Nada. Enquanto caminhava pela varanda, algo chamou sua atenção....